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toumilo

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27.04.12

Visita à Terra Santa

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            A distância entre Jerusalém e Tel Aviv ronda os 70km que por boa estrada se faz numa hora, e se for de madrugada, como aconteceu, ainda menos.

           Eram 02h30 (04h30, em Israel) e já nós vindos da capital e com as rigorosas formalidades portuárias resolvidas aqui vamos despachados  para a sala de embarque do aeroporto Ben-Gurion aguardar que o avião nos transporte até Lisboa (via Istambul).                                                             

           O meu relógio cuja hora portuguesa mantenho sempre activa, marcava 04h10 (+ 2, em Israel) quando o avião, acabado de levantar, sobrevoava Tel Aviv com destino a Istambul.

           E continuando, agora deixando solo israelita é o Mediterrâneo a ser sobrevoado para depois de Chipre entrar no espaço aéreo da Turquia

            Deixando para trás o mar temos o maciço de Ulundag que de avião oferece uma paisagem espectacular

         Bursa importante estância de esqui fica do lado oposto a Istambul, separada pelo Mar de Mármara, e do estreito de Bósforo que o liga com o Mar Negro e marca o limite dos continentes asiático e europeu, na Turquia.

 

           Já mais próximo da terra firme, vamos aterrar em Istambul, capital da Turquia e que, entre o Mar Morto e o Mar Egeu, do Mar de Mármara é baluarte e bastião. Eram no meu relógio 06h05

          

       Com a demora do desembarque e depois o regresso de novo ao avião lá se foram também cerca de duas horas à vida...Como na vinda, também no regresso notei que as demoras de transbordo me parecem muito demoradas.

 

           À 07h52 ainda o avião estava no aeroporto, com os motores a queimar gás. 

           E só às 08h27, acabado de levantar voo, é que colhi esta foto da cidade de Istambul que lá de riba  me foi dado ver. Foi o adeus a terras asiáticas que o estreito de Bósforo, em Istambul, delimita da Europa. Tomando a rota que de regresso nos trás a Lisboa, terras e regiões famosas iam sendo identificadas por quem já nesses locais esteve, Grécia, Calábria, Sardenha, Alicante, Córdova, Badajoz e finalmente Lisboa

           As grandes montanhas, obriggam  a grandes altitudes, daí os objectos em terra por maiores que sejam se tornarem como mosquitos ou passarem despercebidos à visão. No entanto o panorama nem por isso deixa de ser atraente e um lugar à janela é sempre muito bom que calhe a quem viaja neste tipo de transporte. Desta vez a sorte, que não me calhou no bilhete, veio-me bafejar também, porque entretanto o viajado Sr. Padre Melquiades trocou o lugar dele pelo meu e desse modo enquanto ele aproveitou para descansar, deliciei-me eu a ver montanhas nevadas e mar da cor do "Dragão"....do Pinto da Costa

 

           Neve até no meio do Mediterrâneo se viu ao longe, no monte Gennergentu, o monte mais alto da Sardenha, não obstante as proximidades com a vizinha Tunísia, a cerca de 200km.

          E deixando o Mediterrâneo, agora sobrevoando o sul de Espanha em direcção a Badajoz, e logo Portugal à vista. 

           Um rio por identificar

            Nas proximidades de Lisboa

 

           Almada que o Tejo separa de Lisboa, e a Ponte Salazar liga.

 

           Lisboa

          Maravillhado com o que vi, desde os monumentos aos kibutzim israelitas, aterrei na Portela, eram precisamente 13h15! Na nossa hora, e no regresso duma inesquecível visita à Terra Santa. Vale a pena o dispêndio!

25.04.12

De visita a Jerusalém

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          A segurança em Israel faz parte do sistema social e político do país, e reflecte-se em todo o ambiente laboral ou de lazer. A formação cultural e cívica que cada cidadão judeu recebe torna-o responsável e quase polícia especial apto a proteger e a proteger-se caso seja preciso. Ao contrário dos exércitos tradicionais em que até os profissionais parece que têm vergonha de andar fardados, os militares israelitas sentem orgulho da farda, e na rua, circulam com todo o à-vontade, inspirando confiança e respeito pela manutenção da ordem publica a toda comunidade que neles confia. Sem rigores regimentais, nem preconceitos com uniformes, ao soldado israelita o que se lhe exige é que cumpra bem a missão que lhe é atribuída, o resto fica por sua conta, como mostra um grupo de militares que à saída da Porta de Damasco ví, e cujo barrete ou solidéu, a cor e feitio me despertou curiosidade. Eram 14h05 (16h05, em Portugal), quando nos preparávamos para deixar a Cidade Velha, a caminho do hotel.

           O percurso se não fora o muito transito aquela hora, a colina onde se citua o hotel, vizinho do Centro Comercial da Malcha e do Centro Médico de Hadasa, fazia-se rapido, assim demorou cerca trinta minutos.

         Com óptimas estradas e bermas arranjadas e limpas, por onde se passa tudo é agradável aos olhos e aos sentidos de quem gosta de ver as coisas bem feitas

          Ao passar aqui, lembrei-me que daí a pouco voltava a  passar por ali, mas já de noite, a caminho de Tel Aviv.

           E finalmente chegados ao Rimonim Jerusalem, para preparar as malas, jantar, reunir pela ultima vez com todos os companheiros de peregrinação, deitar e por volta da 01h30 da madrugada arrancar em direcção ao aeroporto de Tel Aviv.

          Parque privativo do hotel

 

           Recepção

          Recepção e sala de exposições

 

          Numa fugida ao 9º andar, ainda aproveitei para colher esta foto, antes que se fizesse noite

 

           .....e esta também.

  

           Depois do jantar seguiu-se a reunião com todos os participantes na peregrinação que para mim, além do que representou esta inesquecível visita a terras que Jesus pisou, foi também o prazer de criar novas amizades, entre as quais destaco um casal de conterrâneos meus, a "animadora" do grupo D. Adelaide e seu marido Sr. Ernesto Pereira, que de Bruxelas vieram directos a Tel Viv para ali se integrarem na nossa peregrinação. Também uma hora antes de nós, partiram de Jerusalém para Tel Aviv donde regressaram a Bruxelas, pois que ainda nesse dia, 21 de Fevereiro, tinham o trabalho à sua espera na capital de Bélgica. Para este casal de transmontanos do meu distrito de Vila Real, o abraço de um mondinense de Vilar de Ferreiros, residente em Lisboa, mas também admirador de Santa Marta de Penaguião. Outro amigo que jamais vou esquecer e que daqui saúdo é o Sr. Yaacov Kreiman que tivemos a sorte de ter por guia turístico durante a nossa estadia em Israel. Um simpático judeu, que com 83 anos de idade me fez soar se o quis acompanhar nas aceleradas visitas programadas, e da boca de um experiente cicerone e muito culto judeu, ouvir falar da sua terra e da terra de Jesus Cristo. Que essa juventude se mantenha por muitos anos mais, caríssimo Sr. Yaacov! 

 

           O vídeo que já anda no Facebook, mostra o grupo muito atento a ouvir o guia Sr Yaacov todo entusiasmado a falar do seu país e do gosto que o povo judeu tem em trabalhar, por isso os preguiçosos gostam pouco deles...Eu admiro este povo, gabo-o e louvo-o ao terminar esta minha derradeira jornada de 20 de Fevereiro de 2012, de visita a Jerusalém 

22.04.12

Muro das Lamentações

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          Após o almoço, aí vamos nós pelo Cardo maximus, em demanda do Muro das Lamentações. Isto no chamado Monte do Templo ou do Moriah. Falamos da zona considerada mais sagrada para o povo judeu, em Jerusalém, visto aqui se situar a Esplanada do Grande Templo, onde os judeus se vêm lamentar e orar a Jeová.

          O primeiro Templo foi construído pelo rei Salomão, no ano de 970 a.C. e foi destruído por pelas forças de Nabucodonosor. Foi edificado diversas vezes pelos Macabeos e finalmente ampliado e reconstruído por Herodes. Dessa maravilha resta apenas o Muro ocidental do Templo! Muro que com a Esplanada do Grande Templo e a mesquita Aqsa, são os principais atractivos daquele histórico canteiro da cidade. Mas primeiro vamos começar pelo Cardo, aquela rua colunada que atravessava a cidade de norte a sul, desde a Porta de Damasco até à Porta de Sion.

           O Mapa de Madaba é a mais antiga representação gráfica que existe de Jerusalém, e tem servido de guia aos arqueólogos na prospecção e descoberta de restos do que foram anteriores edificações da antiga Cidade Velha. Observando o mapa, distinguem-se duas igrejas que já ao tempo eram assinaladas pela sua importância - a do Santo Sepulcro, a norte, e a igreja Néa, na extremidade meridional. 

 

          Tanto o Cardo maximus, como a igreja Néa foram localizados conforme indicação do Mapa de Madaba. A igreja Néa (igreja nova) era do século VI e foi mandada construir por Justiniano. O Santo Sepulcro é do século IV e deve-se à piedade de Constantino, o Grande.

          Uma parte do Cardo já aberta aos visitantes, onde se pode admirar a  beleza daquela via que atravessava a Cidade Velha de Jerusalém naquela época.

          Um painel, no topo da zona visitável, mostra uma imagem do que era o Cardo, e como dele se serviam os utilizadores. Terminada esta visita fomos em direcção ao lugar mais sagrado de Israel para todo o Povo Judeu: o Muro das Lamentações!

           Além da senha de entrada, a revista electrónica é rigorosa, pois são perigosos os inimigos do povo judeu. Mas Deus é grande e os judeus têm muita fé e confiança n'Ele.

        Parte da Esplanada do que foi o Grande Templo 

           Na esplanada, alem do Muro das Lamentações, onde os Judeus em ritmado movimento de reverencia fazem as suas orações a Jehova, também à segunda-feira e terça-feira pela manhã as crianças que completam treze anos de idade vão participar no seu cerimonial religioso.

           Junto ao Muro, divisões recuperadas e reconstruidas a partir dos escombros e ruinas que pertenceram a edificios anteriores, são agora  aproveitadas para centros de estudo e ensaios da juventude judia, como a seguir se vê:

 

          Aulas de canto e catequese

          Religião, cultura e ciência fazem dos judeus o povo mais inteligente do mundo, mas também o mais martirizado. Talvez por isso.

 

           Por este corredor aéreo que da Esplanada dá acesso à Sinagoga Muçulmana, do outro lado do Muro, que por questões políticas deixou de se poder visitar, consegue-se ver uma nesga da cúpula do edifício. Ao lado esquerdo das arvores.

           A segurança, em Israel é  um bem que actualmente falta neste mundo de tiranos e oprimidos que os democratas sustentam e deles se servem conforme as circunstâncias.

        Porta de Damasco

          Já fora das muralhas e o adeus à Cidade Velha, agora sim a mesquita ou sinagoga vê-se melhor 

18.04.12

Basílica do Santo Sepulcro

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           É o lugar mais sagrado da cidade, não apenas para os fieis da Igreja Católica Apostólica Romana, como também para Ortodoxos, Gregos, Arménios, Sírios, Abissínios e Coptas que piedosamente ali praticam também os seu rituais. Não é por acaso que a basílica dispõe no seu interior de mais de duas dezenas de capelas. A sua construção é do séc.XII, mas tendo sido consumida por um incêndio, a basílica foi restaurada no séc.XIX. Dentro, tudo é belo e sedutor, com destaque para: o Santo Sepulcro, o Calvário e a Capela de Santa Helena.

 

      Altar do Calvário

          Rotunda do Sepulcro

          Pedra onde esteve deitado o corpo de Jesus

 

      Crucificação

           Escadas de acesso ao Calvário

 

           Pedra que sustentou a Cruz onde Jesus Cristo foi crucificado. 

           Quadro representando a descida da Cruz

 

           O interior da Basílica

 

          O Santo Sepulcro

          Interior do Santo Sepulcro

 

          Deixamos a basílica para entretanto ir-nos almoçar, e pelo trajecto das históricas ruas da cidade admirar as tendinhas e lojas com tudo quando é agradável aos olhos do peregrino ou do mero forasteiro.

          Eram 11h15 (13h15, em Israel) estávamos nós a subir a um primeiro andar vizinho deste monumento para almoçar e assim dar por concluída a enriquecedora tarefa dessa manhã cultural vivida dentro das muralhas da Cidade Velha de Jerusalém.

15.04.12

Via Dolorosa

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           Depois da visita à igreja de Santa Ana e aos Tanques de Bethesda que tantas vezes Jesus visitou e ali curou doentes, dirigimo-nos para a vizinha Porta de Santo Estêvão para dali,  junto ao mosteiro da Flagelação, iniciar a Via Sacra em direcção ao Calvário, recordando e meditando nas suas catorze Estações cujas ultimas cinco já ficam localizadas no interior da igreja do Santo Sepulcro. 

           Como disse, a Via Dolorosa é uma rua da Cidade Velha de Jerusalém que começa na Porta de Santo Estêvão ou do Leão, na parte ocidental da cidade, e que termina no Santo Sepulcro. De acordo com o tradição cristã, teria sido este o caminho que Jesus Cristo percorreu com a cruz. Tratando-se de um facto histórico, não importa se rigorosamente foi ou não este o trajecto autentico, pois pode acontecer que uma vez decorridos mais de 2000 anos e durante os quais a cidade já foi por mais que uma vez foi arrasada, muito do seu original já se tenha perdido. De qualquer modo os restos arqueológicos, e até a diversidade de cultos que ali se verificam, atestam verdade e crédito ao que ressaí à vista e nos emociona os sentidos 

           Ao encontro da Via Dolorosa

 

          Já na Via Dolorosa

 

          Temos assim, a Iª Estação que fica num espaço sob custódia da Igreja Católica Apostólica Romana; e a IIª é assinalada pelo Arco Ecce Hommo 

           A  IIIª recai em espaço sob alçada do Pariarcado Arménio 

           IVª Estação

           Vª Estação, aquela que muitas vezes nós recordamos, quando a cruz nos aparece sem nós contarmos com ela...

 

          Como a  VIª que um oratório Greco-Católico assinala, também a VIIIª Estação, na parede de num mosteiro ortodoxo, mais a IXª, que uma colona romana à entrada de um mosteiro copta mostra, são marcos em que a Via Dolorosa nos recorda o martirio de Jesus Cristo, com a Cruz a caminho do Calvário.

 

          Pátio de entrada no templo do Santo Sepulcro

           Com diversos oratórios, num deles foi celebrada a Eucaristia do dia, mesmo antes de concluir a Via Sacra que veio depois com a subida ao Calvário e a visita ao Sepulcro. Que como disse já tudo decorre no interior do templo.

          No interior do oratório onde a celebração eucarística decorreu.

12.04.12

Dentro das muralhas

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          O ultimo dia de peregrinação foi inteiramente gasto a percorrer os cantos da Cidade Velha, para onde convergem todas as atenções de quem tem a dita de alguma vez poder visitar este lugar da Terra Santa. Indiferente ao modo de como cada um põe em pratica a sua fé, Jerusalém deixa que sejam os crentes, ou não, a demarcarem-se entre si, para em paz e harmonia formar o seu clã social e cultural, e o qual uma civilização milenária exige seja preservado, como está acontecer. A confirmá-lo lá estão lado a lado dentro das mesmas muralhas da cidade antiga os mais representativos grupos etnológicos da região, muçulmanos, cristãos, arménios e judeus. 

  

           Ao contrário de certos países, como Portugal, em Israel o património religioso, histórico e cultural é respeitosamente conservado e cuidado como uma mais valia, também económica. Equipas de pessoal especializado estão em constante actividade quer na pesquisa, quer na reconstrução do património histórico que é fonte onde as gerações futuras podem mergulhar no passado. São oito as portas de entrada na muralha que rodeia a Cidade Velha: a Porta Dourada, fechada desde o sec. XVI; a Porta de Sion, a Porta de Yaffa, a Porta dos Magrebies, a Porta de Sto. Estêvão, a Porta de Herodes, a Porta de Damasco e a Porta Nova. Os bairros no interior das impressionantes muralhas são quatro: o Bairro Cristão, destaca-se pelo numero de igrejas e mosteiros que tem. O Bairro Judeu integra além da Sinagoga de Bem Zakkay, também a Rua do Cardo, onde se pode ver ruínas do Primeiro e do Segundo Templo; o Seminário Arqueológico, a Casa Queimada, e muito mais. O Bairro Muçulmano, contém centenas de lojas, bazares e tendas onde se compra de tudo. Merece destaque a Porta de Damasco, do sec.XVI e a mais linda de todas; as Canteiras de Salomão, uma série de labirintos subterrâneos de onde se extraiu a pedra necessária para a construção do Templo e a Via Dolorosa. O Bairro Arménio, é o mais belo de todos, graças á sua arquitectura. Nele se situa a Porta de Yaffa, do sec. XVI, no seu interior além de muitas tendas destacam-se o Museu Arménio, a igreja de Santiago Maior, sede do Patriarca, a Porta de Sion e a igreja de São Salvador.

           Pela Porta de Santo Estêvão transpusemos as muralhas em demanda da igreja de Santa Ana, uma das mais visitadas igrejas da cidade. De estilo românico guarda o lugar que dizem ser onde nasceu Nossa Senhora. Dentro da cerca que rodeia o templo fica a famosa Piscina Probática, onde Jesus curou o paralítico. 

 

          Entrada de um grupo de peregrinos  na igreja de Santa Ana

           No interior da igreja, uma imagem de Santa Ana, com Nossa Senhora a seu lado

           Interior da igreja de Santa Ana

           Frontaria da Igreja de Santa Ana. À porta nota-se um sacerdote de branco. A igreja de Santa Ana está confiada aos "Padres Brancos", assim chamados por ser essa a cor das suas vestes.

          Piscinas Probáticas

          Junto da "piscinas" um grupo de peregrinos português, onde se vê integrado D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa

           Outra perspectiva das piscinas, das "ruínas das piscinas"

        Adro-jardim da igreja de Santa Ana, em Jerusalém

10.04.12

De Ein Karem ao Menorah

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          Deixamos o vale do Sidron em direcção à parte nova de Jerusalém, onde hoje funciona praticamente toda a actividade politica e administrativa da capital de Israel. Com a chegada de muitos judeus, idos sobretudo da Europa, a Cidade Velha de Jerusalém começou a tornar-se pequena para acolher mais residentes, daí, graças à colaboração do filantropo Sir Moses Montfiore, em meados de séc.. XIX surge o primeiro subúrbio judaico  fora das muralhas conhecido por Yemin Moshé.

           Num restaurante do grupo Ramat Rachel, vizinho do ateliier de lapidação e venda de diamantes de Jerusalém, almoçamos ricamente. E como estávamos perto de coisas ricas no fim  do almoço para lá nos dirigimos, pois também sabemos apreciar o que tem valor. Valha-nos isso....

 

           Parque muito bem ajardinado do restaurante

         Sala de exposição e venda de jóias, no atelier de lapidação de diamantes.

 

          Após a visita ao compplexo de lapidação de diamantes, saímos sem pensar mais no proibitivo... e seguimos com destino ao sopé do Monte Herzl. E ali, sim, dá que pensar!

          .....Aqui o que se nos oferece ver e meditar é horroroso, só de pensar que a causa se deve à maldade de um ser humano, e decorrido que foi passado quase dois mil anos após Jesus ter vindo anunciar ao mundo que somos todos irmãos. O Yad Vashem guarda o memorial oficial de Israel que lembra os 6 milhões de Judeus que morreram no Holocausto, da década de 40 do século XX. A origem do termo surge de um versículo biblico: " E a eles darei a minha casa e dentro dos meus muros um memoriial e um nome( Yad Vashem) que não será arrancado".

          O Yad Vashem é um complexo com cerca de 18 hectares, dispondo de museu da história do Holocausto, memoriais como o das Crianças e sala da Memória; o museu de arte do Holocausto, esculturas, lugares comprovativos ao ar livres, como vale das Comunidades, a sinagoga, arquivos, um instituto de pesquisa, biblioteca, uma editora e um centro educacional, a Internacional School for Holocust Studes (Escola Internacional para o Estudo do Holocausto).

         Uma avenida com arvores plantadas em homenagem aos não-judeus que ajudaram judeus a escapar dos nazis durante o período do Holocausto, chamados "Justos das Nações do Mundo" é consolador percorrer já que no percurso deixa transparecer o lado bom que existe nas pessoas  quando despertadas para fazerm o bem, e contrariar o mal.

           Aqui o destaque vai para a polaca Irena Sendler que salvou centenas de crianças judaicas do Holocausto

          Entrada no Memorial das Crianças, onde por uma passadeira em ambiente soturno e triste como a noite uma voz vai evocando o nome das crianças vítimas do ódio nazi.

           Na Av. dos Justos das Nações, junto a um pinheiro o nome de Portugal, representado por Aristides de Sousa Mendes, diplomata português que salvou a vida a muitos judeus sujeito como tantos outros justos conhecidos e anónimos às consequências de então. 

          O tronco do pinheiro e junto a respectiva placa com o nome do "Justo" Sousa Mendes.

 

          Outro notável "justo", o Dr. Janusz Korczak, que corajosamente tentou salvar a vida de muitas crianças na qualidade de educador que era, ali tem tem a sua efígie à entrada do Memorial das Crianças, a recordar a heróica atitude desse educador polaco.

 

          A jornada desse dia, 19 de Fevereiro, que começou em Ein Karem e terminou precisamente às 15h00 em Portugal, e 17h00 em Israel, com a visita ao grande Menorah de bronze, oferta do Parlamento Britânico, em 1956, ao então jovem Parlamento de Israel. A escultura é de Benno  Elkan e está colocada frente ao edifício do Parlamento. A escultura que representa vinte e nove cenas vividas da vida judaica, antiga e moderna, mostra: Moisés, cujos braços estendidos asseguram a presença de Deus junto do povo, durante a batalha;o jovem rei David segurando a cabeça do gigante filisteu Golias; e o Holocausto da II Guerra Mundial que precedeu o Estado de Israel. Contem uma inscrição com as seguintes palavras:" A  Menorah é o simbolo da luz da fé e da esperança, que conduziu o povo judaico durante quatro mil anos".

05.04.12

Gruta do Getsêmani

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          Ainda não eram 08h30 e já nós havíamos chegado ao Monte das Oliveiras para do topo do Cemitério Hebraico admirar o imprecionante panorama  que dali se desfruta sobre Jerusalém e tudo quanto à volta da Cidade Antiga, a vista alcança. Nesta foto procuramos focar o Monte Sion, onde fora das muralhas se situa São Pedro de Galicante.

  

           Do mesmo local, encosta sul do monte, recolhemos esta imagem do cemitério hebraico que se diz ser o mais antigo do mundo, com funcionalidade permanente há mais de 4.000 anos. São mais de 150.000 os túmulos ali existentes. E li algures, que a mais recente pessoa a ser ali enterrada teve de  desembolsar USD 2 milhões. Isto porque é convicção daquele povo que no dia da Ressurreição, os enterrados ali estarão na primeira fila.  Ou seja que na vinda do Messias, no dia do Juízo Final, serão os primeiros a ressuscitar dos mortos.Nesse sentido para orientar a sua caminhada até ao Monte do Templo, todos são enterrados com os pés voltados para lá. Outra curiosidade:é o costume de em vez de flores, os judeus colocar pedras sobre os tumulos que significam a eternidade. ( Lc.19: 28-48).                                                                                     

           Separado pelo muro e a via publica, fica já no vale, ao fundo do Monte das Oliveiras, a arvorizada cerca do santuário Dominus Flevit. Mas vamos ao Monte das Oliveiras e a saber: faz parte da fronteira ocidental do Deserto da Judeia, e como já disse está cituado em frete à Cidade Antiga de Jerusalém,  e pelo vale do rio Cidrom desta separado. Pertence à cadeia de montanha que começa a leste de Jerusalém e prossegue para além de 3km, nos quais se destacam três elevações distintas: Monte Scopus (826m); o pico de at-Tur (818m) e Monte Destruidor (747m). Ver-lhe referência no Novo Testamento (Lc.19: 28-48). 

         

            Descendo pela rua a par do cemitério entramos no portão da cerca do santuário Dominus Flevit (= O Senhor Chorou). São dois os lugares aqui relacionados com a Agonia de Jesus, a Gruta do Getsêmani, lugar onde Judas atraiçoou o Mestre; e a Rocha da Agonia, onde está localizada a basílica.  

           Contornando uma parte deste jardim de centenárias ou talvez milenárias oliveiras, vai-se entrar na basílica da Agonia projectada pelo arq. A. Barluzzi.

 

           No meio de tantas oliveiras seculares que adornam o jardim, há uma de tenra idade que Paulo VI ali plantou em 1964. Está assinalada.

          A actual basílica, de 1924, que fica na área do Getsêmani é propriedade dos franciscanos que muito sofreram para o conseguir. Embora obedecendo ao projecto de A. Barluzzi, as escavações que deram origem ao aparecimento dos restos de mosaicos de uma igreja medieval obrigou  a que fossem revistos os planos da nova construção. Dividida em três naves, separadas por seis colunas cor-de-rosa, é obra digna de admiração .

  

          Diante do altar ressai a Rocha da Agonia, cercada por um coroa de espinhos de ferro e de ramos de oliveira. Os pássaros, olhando o cálice, representam os fieis que querem partilhar do sofrimento de Jesus. As duas pombas agonizantes e feridas de morte completam todo o impressionante conjunto que "questiona o visitante acerca da sua conformidade com a vontade do Pai". Dado a actual basílica ser maior que a bizantina , o pavimento de mosaico cobre apenas a área bizantina; o restante espaço é feito em mármore cinzento. A entrada na basílica é  feita por um único pórtico.

 

          Vizinha da basílica ou igreja de todas as nações - onde Jesus solta esta súplica : "Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua" (Lc 22:40-46) - fica a Gruta do Getsêmani, lugar da traição de Judas e do aprisionamento de Jesus. Por cima do local nunca  foi construída nenhuma igreja porque ela só por si já era um excelente lugar de oração para os judeus cristãos e bizantinos, como continua sendo ainda hoje. Os cruzados fizeram dela uma igreja rupestre, decorando-a com pinturas, frescos e inscrições como esta: "Pai, se tu queres, afasta de mim este cálice". A basílica da Rocha da Agonia é também conhecida por Igreja  de Todas as Nações, porque foi construída com o apoio dos fieis e amigos de todo o mundo.

           Entrada na Gruta

           Altar da Gruta do Getsêmani ou da Traição de Judas. Podem ver-se algumas das pinturas que adornam a gruta, nas paredes e tecto.

           O Sr. Padre Melquiades na celebração eucarística do dia, na Gruta do Gestsêmani

  

          Outro ponto de visita obrigatória é o sepulcro de Maria, localizado junto ao Jardim de Getsêmani. É uma espécie de caverna talhada na rocha e que começou a ser venerado desde o séc. XII. Começa a visita num pequeno pátio que serve de entrada para uma longa escadaria subterrânea coberta por muitas dezenas de antigas lanternas; que em ambiente silencioso e escuro conduz a um pequeno altar ricamente adornado, ao lado do qual está o local da tumba.

       

     O altar, com um retábolo em que mostra os apóstolos a transportar o corpo da Virgem Maria antes da sua Assunção aos Ceus 

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