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toumilo

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18.04.12

Basílica do Santo Sepulcro

aquimetem, Falar disto e daquilo

           É o lugar mais sagrado da cidade, não apenas para os fieis da Igreja Católica Apostólica Romana, como também para Ortodoxos, Gregos, Arménios, Sírios, Abissínios e Coptas que piedosamente ali praticam também os seu rituais. Não é por acaso que a basílica dispõe no seu interior de mais de duas dezenas de capelas. A sua construção é do séc.XII, mas tendo sido consumida por um incêndio, a basílica foi restaurada no séc.XIX. Dentro, tudo é belo e sedutor, com destaque para: o Santo Sepulcro, o Calvário e a Capela de Santa Helena.

 

      Altar do Calvário

          Rotunda do Sepulcro

          Pedra onde esteve deitado o corpo de Jesus

 

      Crucificação

           Escadas de acesso ao Calvário

 

           Pedra que sustentou a Cruz onde Jesus Cristo foi crucificado. 

           Quadro representando a descida da Cruz

 

           O interior da Basílica

 

          O Santo Sepulcro

          Interior do Santo Sepulcro

 

          Deixamos a basílica para entretanto ir-nos almoçar, e pelo trajecto das históricas ruas da cidade admirar as tendinhas e lojas com tudo quando é agradável aos olhos do peregrino ou do mero forasteiro.

          Eram 11h15 (13h15, em Israel) estávamos nós a subir a um primeiro andar vizinho deste monumento para almoçar e assim dar por concluída a enriquecedora tarefa dessa manhã cultural vivida dentro das muralhas da Cidade Velha de Jerusalém.

21.03.12

Do deserto para Jerusalém

aquimetem, Falar disto e daquilo

 

          De Nazaré, na bacia do Jordão, atravessando o espectacular vale de Jezrael, milagre de produtividade agrária de Israel, seguimos com destino ao deserto de Qumran que tem no Mar Morto e Jericó os principais pontos de referência. Foram cerca de duas horas de viagem que demorou a chegar à meta, ou melhor dito, a uma delas, mas esta, devido à hora e ao apetite, além do regalo para a vista, também o estômago ficou agradecido.

 

          Vale de Jezrael, já em parte nosso conhecido aquando da visita ao Monte Tabor

           Ainda no vale de Jezrael

 

           Deixando para trás o produtivo vale de Jezrael, continuamos na bacia hidrográfica do Jordão, mas agora mais juntos ao leito do rio que faz fronteira com a Cisjordania

 

           Montanhas do deserto

           Planura do deserto da Judeia ao longo da linha fronteiriça de Israel com a Cisjordania 

 

           Aqui mesmo juntinho à estrada a rede que eletrificada ao longo da fronteira limita duas soberanias territoriais

 

           Qumran é hoje um lugar muito visitado e conhecido em todo o mundo, em virtude de  lhe andar associada, desde  1947, a descoberta dos famosos Manuscritos do  Mar Morto, que  um grupo de pastores  fez  numa caverna, quando  procurava  uma rés que faltou no fato. Com museu, espaço comercial, restaurante e ruínas em exploração, Qumran tornou-se um ponto de referência neste deserto às portas do Mar Salgado Visitamos e almoçamos nesse recôndito santuário de névoa cinzenta e vapor  salgado,

           Ruínas de Qumran

           No morro em frente vê-se a janela aberta da caverna onde foram encontrados dentro de jarros de barro os papiros que hoje estão guardados a sete chaves no Santuário do Livro, em Jerusalém.

          Mar Salgado ou Mar Morto é o ponto mais baixo da superfície da terra em relação ao nível do mar, 400m. O lago tem de profundidade 430 m e 76km de extensão. Alimentado pelo Jordão e algumas raras nascentes, a evaporação é tamanha que o seu conteúdo ronda os 30% de sal. Tão intensa em minerais que mantém uma pessoa a boiar sem ir ao fundo.

Video com cena no Mar Morto

          Com o estômago farto e a vista regalada,  deixamos este assombroso recanto  de chão estéril e mar densamente salgado para continuar a nossa jornada em direcção a Jerusalém que dista do Mar Morto  cerca de 25km, mas antes passando por Jericó, onde para nosso azar, mas sorte para a região, a chuva forte que caiu, já nós entrados na cidade, impediu que descêssemos do autocarro. Apenas lá recolhi a foto de um sicômoro com história visto protegido por gradeamento. " Jesus entrou em Jericó e atravessou a cidade. Havia lá um homem rico chamado Zaqueu, chefe de cobradores de impostos. Queria ver quem era Jesus, mas era muito baixo não conseguia, por causa da multidão. Correu então adiante do povo, subiu a uma figueira brava (sicômoro) e ficou à espera que Jesus por ali passasse para ver" (Lc 19: 1-5). Zaqueu ou seja São Bartolomeu.

 

           Ficou ainda por visitar, além da nasceste de Elisha, que dizem debita 3.785 litros de água por minuto - um milagre no deserto !- , também as muralhas da cidade antiga, assim como o respectivo acesso em telesférico. É dos locais que se tiver oportunidade não regateio lá  voltar. Que desta vez os 9km que separam o Mar Morto de Jericó valeram apenas pela sensação que me deram em conhecer a terra de São Bartulomeu e onde também Jesus viveu.

14.03.12

Das Bem-aventuranças ao Primado

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           Perto de Cafarnaum e sobranceiro a toda a área de Tabgha ou Heptapegon, "Lugar das Sete Fontes", o Monte das Bem-aventuranças é uma modesta, mas muito aprezivel colina, com vista para o mar e dotada com uma moderna igreja octogonal a recordar o Sermão da Montanha. Aqui segundo tradição cristã foi onde se deu aquela ocorrência que o Evangelho nos relata: " Ao ver a multidão, subiu a um monte, e, depois, de Se ter sentado, aproximaram-se d'Ele os discípulos. Tomando então a palavra, começou a ensiná-los, dizendo: " Bem-aventurados os....."(Mt. 5: 1-12). Também se crê que tenha sido aqui que ensinou o Pai Nosso a essa multidão. Ver Mateus (6: 9-13). Mas voltamos à colina que de facto é um lugar sedutor onde num oratório da cripta do santuário o Sr. Padre Melquiades celebrou a nossa eucaristia do dia. Obra projectada pelo arquitecto italiano António Barluzzi, esta famosa basílica foi construída entre 1936-1938, com apoio do governo italiano, e está ao cuidado dos franciscanos.

           Interior do santuário. A entrada está ornamentada como alguns objectos de culto entre os quais se destacam os paramentos ofertados por Paulo VI (1964) e João Paulo II (2000), por ocasião de visita feita ao local

 

          Oratório - na cripta da basílica, após a celebração da missa.

          Exterior e jardim do santuário

           Jardim com esta placa junto a um muro da cerca  donde se recolhe esta panorâmica do lago e toda a paisagem envolvente.

       Neste pelado que parece, mas não é nenhum carreiro ou caminho, me disse o guia ter sido onde Jesus proferiu as Bem-aventuranças. A meditar nisso, desci da colina para mais próximo do lago visitar outros lugares santos que acolheram Jesus, como o da Multiplicação dos Pães e do Primado de Pedro.

           Momentos depois o autocarro largava-nos junto a esta porta de acesso ao santuário que assiná-la o local onde se deu o milagre da Multiplicação dos Pães e dos Peixes. "Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou então a ensiná-los demoradamente. A hora ia já muito adiantada quando os discípulos se aproximaram e Lhe disseram: " O sitio é deserto e a hora já adiantada. Manda-os embora para irem às herdades e aldeias comprar de comer". Respondeu-lhes : " Dai-lhes vós mesmos de comer" (Mc. 6: 34-44).

 

            Após a entrada, um amplo pátio-claustro com alusões ao milagre,  um lago com peixes e uma oliveira antecedem a entrada no santuário.

           No pátio, a oliveira

 

          Na igreja, o local onde segundo a tradição Jesus, reunido com os apóstolos, falou à multidão e ordenou aos apóstolos: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Esta igreja recorda a alimentação dos mais de cinco mil e inclui uma porção da rocha onde a refeição milagrosa foi colocada. Ali são ainda visíveis na igreja, de estilo bizantino, mosaicos do séc. v.

           A tarde ia crescendo e neste momento eram exactamente 15h00, em Portugal; mas em Israel eram 17h00. E meia hora depois começa a escurecer.

           Isto para dizer que passados seis minutos estávamos junto a este desvio para visitar a Igreja do Primado de Pedro, mas em vão; fecha precisamente às 17h00 locais. De modo que fiquei sem poder visitar a igreja que dentro tem uma rocha visível chamada "Mensa Christi" (Mesa de Cristo) , na qual Jesus se teria sentado com os apóstolos a quando da instituição do primado de Pedro. As maravilhas são muitas e os dias curtos...Mas a jornada deste dia foi grande e também de adeus ao Mar da Galileia; amanhã é outro dia.

 

           Portão de entrada na cerca da "Igreja do Primado".

13.03.12

Cafarnaum

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           Eram, na hora portuguesa, 12h20 e já o grupo com o almoço comido deixava este acolhedor espaço junto às margens do lago da Galileia para ir ao encontro das ruínas da antiga Cafarnaum

          Uns 10 minutos decorridos estávamos a dar entrada neste portão ou seja na zona envolvente do que foi uma das mais importantes cidades do lago. A sua posição estratégica no entroncamento das mais importantes estradas da região, fez com que a cidade crescesse e fosse então das mais povoadas. 

          Como Tiberiades, também Cafarnaum com as invasões árabes e a longa ocupação dos turcos otomanos na região que durou até ao fim da primeira Guerra Mundial viu praticamente destruído todo o seu património biblico, de forma que hoje restam apenas ruínas da antiga cidade.

          Muitos dos acontecimentos importantes da vida de Jesus aconteceram  aqui, ou perto,  foi o caso da chamada  dos primeiros  apóstolos “ Passando ao longo do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus desse-lhes  “Vinde após Mim e farei de vós pescadores de homens”. Deixando imediatamente as redes, seguiram-n’O” (S.Marcos  1: 16-18)

          Em Cafarnaum foi ainda onde se deu a cura  da sogra de São Pedro e de outras pessoas que foram a casa dela;  do criado do centurião e da mulher doente; a cura de um paralítico e o primeiro confronto de Jesus com os escribas e os fariseus, na sinagoga.

          Cafarnaum

          Cafarnaum

           Cafarnaum

           No subsolo, as ruínas da casa de Pedro. "Deixando a sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com muita febre e intercederam junto d'Ele em seu favor...(Lc 4:38-40)".       

08.03.12

Rio Jordão (Yardenit)

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           Através do cultivado vale de Jizrael, vizinho do Monte Tabor, onde a par dos cereais, as amendoeiras, a vinha e demais árvores de fruta são aqui a nota dominante, vamos na direcção do Mar da Galileia visitar o local que no entender dos israelitas Jesus foi baptizado no rio Jordão.

 

          Para Israel tal como o vale de Jizrael, também o vale do Rio Jordão constitui uma das suas regiões agrícolas mais férteis. O Rio Jordão corre por uma longa depressão geográfica que se estende por Israel, Jordânia e Cisjordânia chegando ao sopé do Monte Golan.

 

            Nessa longa depressão encontram-se o rio Jordão, o vale de Hula,  o Lago de Tiberíades e o Mar Morto. Aqui vê-se o Lago ou Mar de Tiberíades,  com o Rio Jordão a jusante e  vizinho desse mar onde  se despeja para depois reiniciar a marcha com destino ao Mar Morto. 

            Às 08h50 já estávamos a dar entrada na porta de acesso o local que para Israel é tido como sendo onde Jesus foi baptizado por São João Baptista. Por isso é que desde 12 de Julho de 2011 esse local, situado na margem ocidental do Jordão, na Cisjordania ocupada, foi equipado com modernas instalações pelo governo israelita.

 

           Foi esta a primeira imagem que recolhi do Jordão, um dos rios mais famosos do mundo, não pelo seu tamanho, mas sim pela sua história.

          Muito poluído, no entanto não deixa de estar povoado por certas espécies mais resistentes à degradação ambiental, como é o caso do peixe-gato, ou dos castores, que por tão habituados com as visitas sobem ao encontro das pessoas à espera que lhe dêem algum petisco. 

  

          Neste placar consta a identificação do local: Yardenit.

           Como em Cana, com o Matrimonio; também no Rio Jordão, com o Baptismo, é tradição fazer-se a renovação desse Sacramento. Uns por imersão no rio, como ao fundo se vê um grupo trajando de branco; outros apenas derramando uma pequena quantidade de água sobre a cabeça, caso do outro grupo paralelo; ou no caso do nosso, aqui de boné avermelhado, que constou de ouvir da boca do nosso assistente espiritual a repetição da formula cristã desse Sacramento.

 

          Ainda ali, o Sr. Padre Melquíades leu-nos um trecho do Evangelho alusivo ao Rio Jordão: " Então veio Jesus, da Galileia, ter com João , ao Jordão, para ser baptizado por ele. João opunha-se, dizendo: " Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por Ti. E Tu vens a mim?"( Mt. 3:13-14).

 

   

          Entrada e saída com passagem pela loja das recordações

 

              Loja de recordações. Quem quis comprou,  quem não quis andou.

 

           Saída da loja por esta colunata ao encontro do autocarro que nos esperava.

  

          E cá esta ele, com o nome da Verde Pino e de PORTUGAL bem visíveis; eram 09h50 quando o nosso competente  motorista arrancou para mais outra etapa de sonho.

03.03.12

O Monte Carmel (Haifa)

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          O Monte Carmel é uma cadeira de rocha calcária que se estendo ao longo de quase 26 quilómetros, desde as vizinhanças de Cesareia até para além da progressiva cidade de Haifa. Nesta cidade nos demoramos para almoçar e no fim subir à colina onde se encontra a Gruta de Elias, também conhecida por Gruta de Nossa Senhora, com base na tradição de que a Sagrada Familia ali encontrou abrigo quando no seu regresso do Egipto à Terra Santa. Deste mosteiro o site Bibli Walks.com, faz saber: " Kerem-Carmel é uma colina no lado sudeste do monte Carmelo. Sobre a colina há uma igreja pequena da ordem carmelita, chamada após Elias e o site de sua vitória sobre os profetas de Baal. No livro dos Reis (18:40), pode ler-se: " .... e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom, e ali os matou."

           Neste excelente restaurante de Haifa, junto à orla do mar mediterrânico, foi servido o almoço, ainda o dia ia a meio.

           Terminada a refeição deixamos a cidade para subir ao Carmel.

          Mas antes de entrar no mosteiro carmelita, para assistir à eucaristia celebrada pelo Sr. Padre Melquíades, fomos fazer a digestão em visita aos jardins da sede universal dos bahá'ís - grupo filosófico que defende a unidade de toda a raça humana, principio fundamental e doutrina fundamental da fé. Que o grupo em dinheiro é poderoso vê-se pela ostentação...quanto a Fé, só Deus sabe.

 

           Entrada na cerca do mosteiro de Nossa Senhora do Monte Carmel, ao lado existiu uma importante base militar, hoje desactivada.

           Altar-mor da igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Monte Carmel - Israel

           A Gruta de Santo Elias, sob o altar-mor da igreja

           Numa das capelas interiores do mosteiro tivemos missa às 13h15 celebrada pelo nosso acompanhante esíritual.

           Este oblisco, em frente ao mosteiro, assiná-la,  com uma frase em latim, a derrota que numa das suas batalhas aqui sofriu Napoleão. 

        Haifa vista das vizinhas colinas do Monte Carmel

           Descidos de novo à portuária cidade de Haifa, ai vamos nós ao encontro de Cana.

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